Refinamiento y swing
El guitarrista brasileño, reconocido por haber sido parte de la banda de Tim Maia en una de sus etapas más creativas y la de Ed Motta desde los ´90, revela detalles de su experiencia con estos grandes músicos de la black music hecha en Brasil. Y habla de las influencias musicales que formaron un estilo propio que puede apreciarse en su The Very Very Cool Cool Band.
Diego Oscar Ramos / entrevista y edición
Meus gostos e influencias. Minha mãe ouvia no
rádio, cantores e conjuntos populares no final dos anos 50 e na minha casa tinha
muitos discos, de
Elvis Presley, Waldir Calmon, Glenn Miller, Little Richards, Celly Campelo e os
Golden Boys. Os primeiros
discos proprios que eu tive foram dos Beatles - Meet
The Beatles, A Hard Day's Night, Help, Beatles 65- e Trini Lopez
Live, que o meu pai me deu de presente. Minha formação vem do rock: Beatles, Rolling Stones, The Ventures e depois Cream, Jimi Hendrix, Blues, Country, Soul Music, Jazz. E considero meus grandes maestros da música a Charlie Christian, Wes
Montgomery, Jimmy Bryant, Jimi Hendrix, Eric Clapton, Miles Davis, John
Coltrane e muitos outros. Minhas
maiores influencias foram Nokie Edwards (The Ventures), George Harrison, Keith Richards, B.B. King, Jimi
Hendrix, Eric Clapton, Wes Montgomery, Pat Martino, Dave Biller, Albert Lee, Miles Davis, John Coltrane e
varios guitarristas e bandas de funk soul. E no Brasil eu sou fã do guitarrista Zé Menezes e acho que o melhor guitarrista de todos os tempos aquí
foi Robson Jorge! Meu som e estilo é justamente a mistura desses sons todos que
citei, mais o samba carioca. Tenho o som carioca na alma e adoro o que é samba, choro e gafieira
Minha historia com Tim Maia. Eu tocava com um baterista, Ivo Caldas, grande
amigo, na banda do Gerson King Combo em 1970. O Ivo foi tocar com o Tim Maia e
me indicou para tocar lá também. Eu tinha 16 anos e já estava gravando com ele
o seu segundo LP, que tinha as musicas Voce’, Festa de Santo Reis, Não Quero Dinheiro So Quero Amar, todas
fizeram muito sucesso nas rádios por aqui. Depois gravei mais uns seis ou
sete discos com ele. Tim Maia foi um grande professor pra mim, aprendi como
formar e administrar uma banda e toquei com quase todos os grandes músicos da
época. Sobre o disco Racional, seria o quarto de carreira do Tim Maia, mas ele começou a ler aqueles
livros e mudou todas as letras do disco e o assunto era só sobre o que ensinava
os livros. O Tim não acreditava em nada e de repente surgiu com aquelas
conversas e influenciou a banda e muitos amigos. Fiquei uns seis meses, não
agüentei aquela caretice e saí fora! O material gravado rendeu dois volumes e o
primeiro foi reeditado pela Trama em
2006. Musicalmente, os discos são ótimos com excelentes músicos, mas as letras
são muito ruins, pois so falavam da cultura racional. Quando acabou aquela fase estavamos todos sem dinheiro, pois os
discos não venderam nem tocaram nas rádios. Gravamos um disco todo cantado em
inglês mas não havia dinheiro para prensar os vinis. So mais tarde, em 1976, o
Tim conseguiu um contrato com a Polygram
e com o dinheiro que ganhou e o sucesso da musica Rodésia, conseguiu prensar o disco em inglês. Eu parei de tocar com
ele em 1977 pois ele não ía a muitos shows marcados e isso era muito
aborrecido. Fui tocar com o Cassiano. O melhor que vivi com o Tim foi que fomos
muito, muito amigos, ele era uma pessoa muito engraçada e alegre, e a parte
musical que foi um aprendizado muito grande. Aprendi muito de guitarra rítmica com ele.
Outros artistas, outros
aprendizados. Cassiano e o Ed
Motta são os melhores cantores de soul music do Brasil. A diferença
entre ele e o Tim Maia é que o Cassiano canta de uma maneira bem mais
americanizada, tipo Isley Brothers e tal e o Tim Maia de um modo mais cantor
brasileiro. Com Cazuza gravei
o seu ultimo disco, Burguesia. Ele já
estava bem doente, mas o material gravado foi tão grande que rendeu mais um
disco: Por Aí. O Cazuza, mesmo bem
debilitado teve forças pra gravar e trabalhar muito no estúdio, chegava as
9 hs da manhã e só saía depois da meia noite e no dia seguinte estava lá de
novo pela manhã, uma grande demonstração de dedicação e profissionalismo! Por eu
ser bem tranqüilo, pude conviver bem com Cazuza e Tim, pessoas intensas e muito
passionais. Eu mostrava as idéias de um modo simples e eles gostavam e usavam!
Sobre Marina Lima, ela foi muito importante pra mim pois
fazia uma musica muito moderna na época, e é uma tremenda musica e compositora
que sabe perfeitamente o que quer fazer, tanto ao vivo quanto no estúdio.
Aprendi uns tipos de harmonia com ela e ela também me permitia criar junto.
Tambem com ela desenvolvi um tipo de sonoridade baseado na musica new wave, naquela época.
O tempo de Motta. Ele ouviu o meu
primeiro disco solo, por intermédio do Zeli Mansur, que tocava teclados com ele
na época e tinha coproduzido o meu disco e me ligou perguntando se queria tocar
com ele. E eu entrei no lugar do Fernando Vidal que, por coincidencia foi tocar
com a Marina Lima no meu lugar. Na época eu
estava tocando com o cantor e grande amigo Claudio Zoli. ¿Que pensou Tim Maia
entao? Realmente não sei. Eu parei de tocar com o Tim Maia em 1977 e so
encontrei com ele depois em 1991
e nessa época eu ainda não tocava com o o Ed Motta. O trabalho com Ed tem sido
muito legal, já gravei 9 discos e um dvd com ele e tenho aprendido muito musicalmente. Acho o
Ed, juntamente com o Claudio Zoli um dos maiores guitarristas de ritmo do
Brasil. Aprendi também muito sobre harmonia e muitos acordes com ele. Parece
que tem dado certo pois já estou tocando com ele desde 1992.
Minha carreira solo. O nome do
meu conjunto é The Very Very Cool Cool
Band. Então, para lançar os meus discos, eu e a minha
mulher, Jane, fizemos o selo chamado Very Cool Music que vem do nome da banda. Eu chamo a banda de very
cool, pois os músicos, Roberto
Alemão, na bateria e Juliano Candido no baixo, são pessoas muito tranqüilas e
de otimo trato. Anteriormente tocavam Ricardinho Silva, na guitarra, e Renato Rocket no baixo, esses dois também muito
maneiros. A nossa musica em estúdio geralmente é very cool. Ao vivo a coisa
fica mais hard, nos somos praticamente uma banda de rock que toca blues,
country e um pouco de jazz. As vezes nos apresentamos em alguns lugares onde tocamos até bossa nova e samba.
Musica argentina que conheço. Quem me apresentou o trabalho do Rodolfo
Alchourron e do Luis Alberto Spinetta foi o Ed, não conheço muita coisa: do
Alchourron tenho Sonata y Clarificación e Parabola. Do Spinetta não tenho discos, o Ed que me mostrou algumas
musicas dele e já vi varias musicas no
youtube. Ele tem algumas
instrumentais muito interessantes, gosto muito. Já o Luis Salinas é um grande
guitarrista de jazz e quem eu tive o prazer de conhecer em La Trastienda, Buenos Aires, numa apresentação do Ed Motta. É
um monstro na guitarra. E falei de Charly
García como o Zappa da América do Sul até pelo visual dele numa certa época na
capa de um disco e pelo som bem underground que já ouvi dele. Mas não conheço
bem sua discografia.
Bonus
Un aspecto no tan conocido de la sensibilidad artística de Paulinho Guitarra se ve en su talento para retrarar músicos que admira. Y también en pinturas de temática religiosa y todo tipo de collages.
John Coltrane
Jimi Hendrix
Ornette Coleman
Nsa. Sra. Desatadora dos Nós - con Jane Lapa
Disenho - 1977
MUSICAS
Composición de Paulinho Guitarra y Tim Maia.














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